31 de maio de 2009
Sobre liberdade
Amor pra mim não é sexo, não é flerte. Amar dói, isso já estamos cansados de saber. Amar é fazer conessões. Não no sentido carnal apenas, mas faz parte. Morro de ciúmes de você, nem imagina o quanto, mas o que eu sinto é por saber o quão maravilhoso você consegue ser por nós dois. E saber dessa felicidade tocada em outra pessoa é dor de amor. Suportável, tangível, múltipla. Sentimento de liberdade. Ter plena consciência de estarmos juntos por eu ser eu e você ser você. Não poderia pedir mais nada, a não ser apenas, te amar cada vez mais.
27 de abril de 2009
Dança
Viver sem paciência
Sentir sem pensar
(multifacetados que somos)
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Dominar a linguagem do corpo e compreender sua própria natureza. Sentir-se íntimo as melodias de instantes. Uma dança mal-feita, amadora, rítimica... Nós dois, cada vez mais harmoniosos, um movimento e dois corpos. Mas há a dança da solidão quando não se está, ser sozinho somente para você é querer para si todas as dores.
Substanticvo singular.
E então se morre triste,
Prefiro um único movimento,
o último,
sem pensar.
05/03/2009
Tempo que falta
Sinceramente não sei se o amor pode surgiu de um olhar perdido, de uma ação despropositada ou de um pensamento seguido. Não sei dizer se ele surge somente com o tempo, com o cuidado da rotina e, com ele, a certeza da verdade. Saber-se apenas de uma pessoa. As agonias de não estarem juntos, vontade da sua voz. Seria o amor um tipo de individualismo, que procura eliminar todas as dores? Mate em mim as vontades, que eu não tenha tempo de tê-las, pois me satisfarei instantaneamente a um curto intervalo de instantes. Ter a coragem de arriscar tudo por um gesto, um sorriso torto, uma palavra engasgada. Meu mal-jeito com o amor me tornou uma pessoa capaz de suportar a própria solidão. Desabo com um abraço, e por ele horas com olhares na janela. Acabar-se no mínimo dele, mesmo que nunca mais, se é tempo que me falta... destruidor, incansável amor.
18 de fevereiro de 2009
Às 5 a.m.
16 de fevereiro de 2009
Baile da madrugada
quando não se está presente.
Através da janela ... e as coisas passam.
Quem desejava saber de quase tudo não pertence nem mais aos que tentam
Um olhar perdido como se não fosse pela primeira vez,
mas como se quisesse repetidas vezes, sem cansar.
Fim de noite. Bêbada me deito. Jogo as palavras pois nessa hora é impossível organizá-las.
Acabaram ficando com ele, apenas.
Algo de íntimo, algo de único, mesmo que por pouco. Que seja tempo ou objeto.
Vou lá fora fumar um cigarro e você do meu lado fazendo graça.
(Viva a sua rotina, que eu vivo a minha, e assim caminhamos separados e juntos, em paz)
Mas não se esqueça dos intervalos com os sorrisos jogados na madrugada.
No mesmo espaço,
ao mesmo tempo,
e pelo mesmo motivo.
12 de fevereiro de 2009
Carona em Bauru
Escrito em 2006...
10 de fevereiro de 2009
O artista da agonia

Man Ray (Emanuel Rudzitsky, Filadélfia, 27 de Agosto de 1890 - Paris, 18 de Novembro de 1976) foi um fotógrafo, pintor e anarquista norte-americano.
"Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las, e desisti de pintar retratos ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem.", por Man Ray
A ESTRELA DO MAR
(L’ETÓILE DE MER – Man Ray, 1928)
8 de fevereiro de 2009
Dias curtos
O que sei é dos meus versos poucos de tanto esperar.
De tanta felicidade que o dia já não podia mais nos dar.
E quando eu saía se podia ouvir toda ilusão.
Daqueles que queriam seu amor pela rua, seu nobre perdão.
São tantas horas poucas, tantos versos loucos que eu já não podia ser.
Aquele que um dia imaginou não queria ver.
Foram tantas coisas chatas, normais e exatas de não se querer jamais.
viver em um dia quente, ardente, a dor de ser sempre mais.
Queria que você me ouvisse e notasse toda nossa confusão.
Me falasse frases curtas, brutas, cheias de perdão.
Queria te ver sempre que eu passo sob o mesmo espaço do nosso luar.
Viver a noite de sorriso aberto por simplesmente estar.
E assim te mostrar todo dia a alegria que eu não quis entregar.
4 de fevereiro de 2009
Amor de final de semana
Vá antes do amor morrer
Antes de hoje ser igual a ontem
Antes do pranto não ser mais dor
Sei da solidão que sempre será minha apenas
De caminhos percorridos com completo sentido
que antes guardava apenas para sorrir
O chorar não nasce,
Ele é parte
arde
bate...
surge quando há luz em ambos olhos
E viver para ver
nosso eterno abraçar
Apenas o curto segundo no qual não se está
e sozinha deitar
Ter para sempre meu instante
de poder se dar