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1 de janeiro de 2013

Terminando 2012

Um dia se chega
naquele outro lado

sem solidão
E ser em si o mais sincero.
E que isso baste para alcançar a paz







Poesia para a compreensão

A cada dia que passa estou cada vez mais convencida 
de que o tempo é a única cura verdadeira para a dor de ser humano.


E assim vamos,




                                                                                                                      pacientemente.









.


Busco uma reconhecível imcompreensão
De sentir-me viva.
Docemente,
Maravilhosamente... viva.

27 de dezembro de 2012

Aparte

Aparte de todo el ego,
de todo lo que fue
lo que no más será

Aparte de lo que planeamos

de lo que deseamos
de lo que no vivimos

Aparte de todo el dolor

de todo el recuerdo
de todas las veces
que no estuviste

Aparte de todo el olvido.

de todo el egoísmo,
toda la vida. 

Estas

Solidão


Solidão hoje em dia é palavrão. Desde pequenos essa palavra sempre nos causou algo de medo e dúvida. ¨Estar sozinho?¨ me perguntava quando pequena, ¨como faz?¨ . Pensava na vida sem minha mãe, meu pai ou meus cachorros, sem amigos e sem brincadeiras de pega, sem meu irmão enchendo o saco, sem gritaria em sala de aula, sem ninguém para controlar a quantidade de doce que você comeria. Pensava nessas ideias e era assustador; e de que era a solidão, a responsável pela formação das pessoas más: ladrões, mentirosos, assassinos, etc. Se você fica de castigo, qual a punição? Olha a solidão de novo!

-Vai pro quarto e fica lá!
-Vai lá pro cantinho da sala pensar no que você fez!

E por aí vai...


Quando conhecia um adulto que vivia sozinho imaginava que ele fazia parte do grupo das pessoas mais tristes do mundo. E tinha medo. 



Se formos perceber, quase que a totalidade das opções de lazer é para fazer acompanhado. Sou totalmente contra isso! Vá a um restaurante sozinho e você receberá vários olhares compassivos e curiosos em sua direção. Provavelmente pensarão que você levou um bolo, por isso está só. Vá a um bar sozinho e pensarão que está lá porque levou um chifre. Vá a um cinema e será missão quase impossível encontrar um ser em sua solidão cinematográfica. Primeiro que ao comprar a entrada tentarão marcar para você uma cadeira no lugar mais isolado da sala, fora que, se você quiser um pouco de pipoca, só vem em tamanho balde. Depois vem a parte da volta pra casa com o taxista que querendo puxar papo, pergunta de onde você vem:
-Do cinema moço.
-Mas, sozinha? Uma moça tão bonita...
- ...

Hoje, com 25 anos, com meus pés já na vida adulta, reconheço na solidão algo de belo e grandioso. Desde pequenos já registramos – e somos educados dessa forma – a pensar a solidão como algo ruim, quando na verdade é algo necessário, essencial para se reconhecer enquanto eu. Como indivíduo.

Acho o budismo interessantíssimo. Ela diz que a existência do homem está ligada com a dor, onde sua origem é na falta de conhecimento e desejos materiais. Para se livrar dessa dor, o homem tem oito caminhos: compreensão correta, pensamento correto, palavra, ação, modo de vida, esforço, atenção e meditação. A questão é que atualmente estou tão ocidentalizada e cética em minha maneira de pensar - seria hipócrita dizer que não - que não sei até que ponto conseguiria sustentar essa filosofia. Quem sabe um dia...


Pois bem, a questão no budismo é que a solidão não deve ser evitada, mas compreendida como parte da vida do homem em seu caminho a iluminação.  Sempre senti que os que aprendem a conviver com ela são os espiritualmente mais felizes. E diria que pouquíssimas pessoas saberiam responder a pergunta "quem sou eu", pelo simples fato de que se reconhecem quando sozinhas, de saber-se alguém quando como indivíduo solitário. E tiremos o palavrão da solidão aí, porque quando eu digo ser solitário é dar-se conta da sua existência como uno. Relações fazem parte da vida e são fundamentais, mas ser sozinho é tão essencial quanto. 


Quem me conhece sabe que sou uma mulher romântica ao extremo (a típica libriana chata) idealista sobre as ideias de como o amor deve ser. Uma das coisas nas quais sempre acreditei é que para entendermos o amor, é fundamental entendermos primeiro, a própria solidão, pois entendendo onde começa e termina nosso espaço individual, poderemos entender e respeitar os espaços alheios. Amor e solidão são sentimentos antagônicos e ao mesmo tempo complementários: a diferença essencial é que o primeiro se compartilha. 



Hoje adulta, não tenho mais medo da solidão, mas sim, de perder a capacidade de estar só comigo mesma. 

1 de novembro de 2012

Em dias, em horas, apenas existindo.


Um dia pode ser que eu seja parecida com todos aqueles heróis que  ao menos aspirei ser um dia. O homem é incrivelmente fraco, suas convicções podem durar apenas uma noite e, ironicamente, nessa noite fazer tudo valer. Sem cor nem almas existentes. Apenas dor e a alegria de ser você mesmo, de ser mediocremente humano. Com todos os sentires, momentos. Tudo enquanto ainda puder gritar.

E é essa minha voz, calma entre tanta agitação;
mais viva do que uma ação qualquer,
mais viva que um verso,
uma dança.

Talvez mais viva e aparente do que um “eu” jamais pudesse ser. 

O amor como o absurdo da vida, e então a vida como um absurdo sem sentido, sem subtrações. E lá vem um amor do passado, confundindo todas as dores  que já não mais virão, mais do que um dia se sentiram. As dores de outra mulher agora solitária, a dor de uma mulher pura e simplesmente egoísta demais para tentar ser qualquer coisa a mais ou apenas melhor que os outros. Quem sou eu? Quem é você? Quem, no fundo de qualquer sentimento ou pensamento saberá realmente a resposta.

Conscientes de dor...

Algumas coisas nasceram para apenas doer, apenas existir, apenas elas... Em dias, em horas... mil vezes desperdiçados pela incompreensão, dura, permanente. Assim somos, incompreendidos, insatisfeitos, loucos e pouco misturados em palavras.

E eu agora que sinto ter poucos minutos pra pôr para fora. Poucos minutos sem fama, sem drama. Só eu, uma madrugada e algumas confusões mentais que provavelmente nunca precisarão de papel. O que sinto agora é mais que madrugada, é mais que álcool, é mais que talvez, vida. É um grito calado e uma pessoa que não ama faz muito tempo.

Agosto 2010



25 de julho de 2012

Latinoamericanos


É triste ter que presenciar uma e outra vez troca de insultos entre brasileiros, argentinos, bolivianos, paraguaios, peruanos, chilenos... A maioria das pessoas parece apagar completamente a mistura inevitável que TODOS nós possuímos (entre nativos, negros, europeus, escandinavos, árabes, asiáticos e muitos outros). É questão de sangue, de terra, não há como escapar mesmo que muitos ainda tentem. Passamos por epidemias, escravidão, colonialismo, guerras civis, ditaduras, e travas econômicas. Mas continuamos aqui, firmes. O irônico é que os verdadeiros estrangeiros não conseguem nos diferenciar uns dos outros, pois veem entre nós uma conexão muito grande entre cultura, crenças e rostos. Coisa que nós, antes deles, deveríamos ter há muito tempo nos dado conta: que somos, simplesmente, latino-americanos. E ao insultar o vizinho, estamos apenas puxando nosso próprio tapete.

Me entristece presenciar una y otra vez los insultos entre brasileros, argentinos, bolivianos, paraguayos, peruanos, chilenos… La gran parte de la gente parece olvidarse por completo la mezcla inevitable que TODOS nosotros poseemos (entre nativos, negros, europeos, escandinavos, árabes, asiáticos y más). Es cuestión de sangre, de tierra, no hay escapatoria aunque muchos todavía lo intenten. Pasamos por epidemias, esclavitud, colonialismo, guerras civiles, dictaduras y trabas económicas. Y seguimos acá, fuertes. Lo irónico en esto es que los verdaderos extranjeros no logran diferenciarnos unos de los otros, pues ven que hay una conexión muy grande entre cultura, creencias y rostros. Cosa que nosotros, antes de ellos, deberíamos hace mucho habernos dado cuenta: que somos todos, simplemente, latinoamericanos. Y que cuando insultas el vecino, tiras la propia alfombra bajo tus pies.



15 de julho de 2012

Pensamentos

Burrice pensar que não possuímos da vida um pouco de tudo; se não fosse verdade, você nunca cogitaria a hipótese.


As coisas que verdadeiramente são sempre estarão, e na verdade sempre estiveram.


Sou o que faço com o que tenho. Sou tempo presente.


Me pergunto o que desejam as pessoas mais interessantes: as que não se levam a sério.


Somos todos considerados loucos porque somos todos desprezíveis.



.

Temos ao nosso alcance inúmeras coisas criadas para distrair-nos da desolação. Faz muito tempo que estar sozinho deixou de ter conotação neutra, de ser apenas um estado transitório e natural - tais como a felicidade - e passou a ter gosto de experiência negativa. E em torno disso tudo criamos uma ilusão, a ilusão da ação, quando na maior parte do tempo não contribuímos em nada para nós mesmos. Precisamos da solidão, precisamos aceitá-la como parte inerente do que é, de verdade, ser humano. E digo: quando finalmente conseguirmos abraçá-la, sem nenhum pré-juízo, nos sentiremos cada vez mais livre como criaturas.
E pensar que a maior parte da energia gasta em toda sua vida será desperdiçada em coisas que não lhe serão, em nada, essenciais. Convenções feitas apenas para deixá-los à deriva no mundo, sem lutar contra nada e para nada. Acomodar-se. A verdade é que viver é revoltar-se, mas não contra o mundo, mas em uma tentativa íntima e desgarradora de dar a ele um sentido maior. Pense que você passa a vida toda escutando quais as melhores maneiras para adaptar-se ao sistema e que também,  e que, se seguir tudo direitinho e for “bem-sucedido” aos olhos dos outros, chegará ao final da vida com uma sensação de incompletude imensa, quase como um desperdício de vida; porque a vida só será um desperdício se você gastá-la tentando agradar aos outros e esquecer de si mesmo. Ironia.

21 de abril de 2012

Aquele tempo



Havia um tempo. Aquele tempo sem muito.
Aquele tempo de gente passado, aquele tempo em que não se pensava.

Aquele tempo no qual se perguntava, tempo de ser mais e pensar menos. Tempo no qual não se receia e se faz. Meu tempo de tentar mudar alguma coisa que até hoje não mudou nada.

O meu tempo é Lispector, é quando, mas sem onde.
Com despedidas.

Atos breves e gestos propositais.
No meu tempo eu quero fugir, quem dera para dentro...se pelo menos lá eu tivesse a certeza de que encontraria algo.

Quiçá se talvez encontrasse poderia ser interessante, minimamente curioso: como seria se me olhasse nesse espelho? Nada de conclusões, filosofias ou anedotas: meu olhar para dentro apenas.

Foi.

E adeus. 








13 de junho de 2011

Infinito

A partir de hoje, desde a hora na qual acordei, já era outra. Sou uma especialista em viver. Do refluxo do momento presente que agora já virou passado. Amanhã vou acordar e sentir exatamente as mesmas coisas e as mesmas coisas completamente diferentes. 

Sozinha me sinto a pessoa mais poderosa do mundo, cheia de possibilidades. 
Eu com alguém sou reticências. A dúvida e o receio. 

A preocupação que vem em dobro quando não estamos mais sós. É como multiplicar por dois as infinitas possibilidades de ser. O dobro do infinito. Penso nessa conta impossível e toda minha matemática possível se esvai. Meu resultado é igual ao vazio. Mas não um vazio ruim, apenas o de não ser completamente. 

Sou um universo inteiro .
Com minhas bilhões de estrelas e gravidade própria. Sentido próprio. 
Sou meteoro, supernova, Big Bang...
Desconheço o momento exato no qual explodo, nas minhas bilhões de partes.
Sei que estou em constante expansão ao desconhecido e escuro. 
Minha física é inútil, pois se não estou sozinha, sou o infinito vezes dois...vezes reticências.

27 de março de 2011

Metade

Será que fazia parte do plano eu ser a metade?
A metade que não é importante.
A metade que chora.
A metade que entretém. 

Por que chorar? Choro de solidão.
Não importa quantas vezes eu saia e, nas minhas saídas, tentar encontrar algo de felicidade, aquela que parece não ter sido feita para mim. 

A felicidade tem outra sintaxe, outra metáfase, outra forma que não a minha.
Sempre serei a outra, a substituta de sentimentos.
Eu sempre serei a que deseja de todo coração tornar-me...

10 de fevereiro de 2011

Desencontro

Se ao menos eu pudesse dizer as coisas no exato momento em que nascem em mim. Me calo e por isso acreditam que sou desatenta. Busco apenas sentir da melhor maneira possível, e tentar assim, passar o máximo de sinceridade das coisas que me são. Sou ingênua demais quanto a momentos compartilhados. Quis me acostumar com a solidão e acabei conhecendo-a demais. Agora é ela quem eu procuro quando me sinto acuada, frágil demais em tentar ser alguma coisa. Não deveria ser o contrário? Deveria querer um abraço seu, algumas poucas palavras simples. Mas o mundo me joga contra coisas ásperas, duras de se sentir, inabaláveis. Não me acostumei a dividir momentos, e com isso acabei falhando no que queríamos ser juntos. Inquieta, respiração, deito a cabeça nos joelhos, sem pensar, pois não preciso disso por enquanto. Apenas sentir o momento me basta. Saber que me doem tantas coisas e que ainda assim, fui escolher compartilhar tudo isso. Desculpe pelos momentos em mim mesma, pelos instantes em que você, cansado, me pergunta coisas sem ter respostas. Queria que soubesse que se assim o faço é por saber que existem momentos em que as palavras nascem, momentos inexatos, mas estão lá. E elas sairão...quando enfim nos encontrarmos em um silêncio.

Byron & Keats

Tentando lembrar as palavras de Byron e John Keats...

_____________________

O poeta é a criatura menos humana de todas,
pois ele é tudo e nada ao mesmo tempo.
Está entre ser e não ser.
É a mais insignificante das criaturas de Deus.

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A religião do mundo deveria ser a poesia. Pois ela é a única coisa verdadeira no coração dos homens. Os poetas então, seriam deuses.

22 de agosto de 2010

Passei os últimos cinco anos da minha vida me relacionando com homens que vivam em outros estados. Minha idéia nunca foi "quanto mais longe melhor", eu simplesmente nao conseguia achar graça nos homens da minha cidade. Machistas demais... E eu, como alguém que preza o tradicional "oi-tudo-bem-vamos-pra-cama-agora?" nao conseguia obter diálogos muito convincentes com eles. Acho que eles nao entendiam por que eu preferia estar bebendo as 3 da madrugada sem dizer nada com nada, só esperando que alguém que fumasse o mesmo cigarro que eu aparecesse pra que eu pedisse um e pudesse assim recomeçar todo o ciclo de besteiras aleatórias, do que estar em casa vendo filmes de humanas que se apaixonam por vampiros. Percebi assim, que amar a distancia é tao complicado quanto tentar explicar para os caras da minha cidade porque eu escolhi ficar sozinha, com a diferença que nao preciso mais gastar com passagens de avião. É, me dei melhor sendo sacana.

Hoje é sexta.

1 de julho de 2010

Si un día, cuando quieras que sea ese día, querrás decirme lo que yo quise desde el comienzo, por favor, ya no lo hagas. No hay más parte o espacio en mi o en nosotros. Te sonrío y vos haces lo mismo (como si fuera alguna obligación). E yo odio eso. Odio tener que hacer, decir, sentir, actuar todo otra vez. Odio seguir siendo el mismo yo de ayer. Pero me encanta, más que todo, hacerte feliz, ni que sea así, ligero e impreciso. Sos vos, soy yo…Ces’t la vie.

29 de junho de 2010

Extranjero

Hasta ahora de mucho no me sirvió mi nueva lengua
mi nueva casa
rutina.
Y claro,
el yo sigue el mismo.

8 de março de 2010

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E sigo aqui, louca e dolorosa. Este é o meu ‘sentir normal’, minha expectativa do que serei todas as noites correntes e presentes. Destino preciso e tácito. Ofegante. Algumas horas a mais não me mudariam. Talvez apenas se misturasse o álcool e as oportunidades. São os motores da modernidade. Ironia minha viver em um tempo onde a crença no amor não é objetivo, mas passado. E o passado sempre já nos foi. Nossa crença enfraqueceu, e com a fraqueza, diminuo, me intoxico pelo que esperam que eu seja. Vivo em um lugar onde um sorriso te custa o tédio de um dia inteiro, e o toque, a indiferença por amanhã.

31 de maio de 2009

Sobre liberdade

Ter a liberdade de estar com outras pessoas não faz o ciúmes morrer. O ciúme sempre existirá quando se trata da pessoa amada. O que pode existir é um ciúmes saudável, livre do sentimento de posse. Um sentimento que explique a dependência psicológica que você possui por uma pessoa. Não faço isso por ser psicologicamente forte, mas por querer sê-la. Quero ser com você o que não consegui com nenhuma outra pessoa. Uma cumplicidade única, algo além do físico. Uma dependência invisível. Não sei explicar com palavras exatas. Algo simples, entendível por ele mesmo. Quero que você esteja comigo por eu ser eu pura e, simplesmente eu.

Amor pra mim não é sexo, não é flerte. Amar dói, isso já estamos cansados de saber. Amar é fazer conessões. Não no sentido carnal apenas, mas faz parte. Morro de ciúmes de você, nem imagina o quanto, mas o que eu sinto é por saber o quão maravilhoso você consegue ser por nós dois. E saber dessa felicidade tocada em outra pessoa é dor de amor. Suportável, tangível, múltipla. Sentimento de liberdade. Ter plena consciência de estarmos juntos por eu ser eu e você ser você. Não poderia pedir mais nada, a não ser apenas, te amar cada vez mais.

27 de abril de 2009

Dança

E o que não é a vida senão as várias oportunidades de risco?
Viver sem paciência
Sentir sem pensar

(multifacetados que somos)


............

Dominar a linguagem do corpo e compreender sua própria natureza. Sentir-se íntimo as melodias de instantes. Uma dança mal-feita, amadora, rítimica... Nós dois, cada vez mais harmoniosos, um movimento e dois corpos. Mas há a dança da solidão quando não se está, ser sozinho somente para você é querer para si todas as dores.

Substanticvo singular.
E então se morre triste,

Prefiro um único movimento,
o último,
sem pensar.


05/03/2009