O que sei é dos meus versos poucos de tanto esperar.
De tanta felicidade que o dia já não podia mais nos dar.
E quando eu saía se podia ouvir toda ilusão.
Daqueles que queriam seu amor pela rua, seu nobre perdão.
São tantas horas poucas, tantos versos loucos que eu já não podia ser.
Aquele que um dia imaginou não queria ver.
Foram tantas coisas chatas, normais e exatas de não se querer jamais.
viver em um dia quente, ardente, a dor de ser sempre mais.
Queria que você me ouvisse e notasse toda nossa confusão.
Me falasse frases curtas, brutas, cheias de perdão.
Queria te ver sempre que eu passo sob o mesmo espaço do nosso luar.
Viver a noite de sorriso aberto por simplesmente estar.
E assim te mostrar todo dia a alegria que eu não quis entregar.