29 de junho de 2010
Extranjero
mi nueva casa
rutina.
Y claro,
el yo sigue el mismo.
13 de março de 2010
Poesia complicada
seria pelas coisas complicadas.
Sobre as simples,
ainda me são inexistente.
Hoje me sinto como uma verdadeira mulher.
Hoje, me sinto histérica pela vida.
E por ela, complico tudo.
11 de março de 2010
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Mais mil noites e não importa,
seguirei de maneira torpe.
Duvidando.
Amarga forma de vida.
Durmo enquanto o resto amanhece,
acordo e já estão quase todos cansados.
Quem sabe o tipo de amor que se espera quando o dia está chuvoso.
8 de março de 2010
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3 de março de 2010
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Eu poderia talvez enlouquecer com o silêncio que faria. De fora pra dentro.
No escuro me calo, me redimo, me faço.
Queria poder botar todas minhas noites em uma garrafa de álcool.
17 de fevereiro de 2010
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A carne continua fraca.
Impaciente.
Poucas vezes me pergunto se é prudente ficar pra depois do jantar
Depois deito de lado, e adormeço.
Lá fora o asfalto começa a brotar vida
Acordo. Olho para os lados.
16 de fevereiro de 2010
Proxima parada
A próxima parada é no meio da rua. Entre ônibus, mendigos e a fumaça eu seguia buscando algo para preencher minha casa, ainda vazia. A primeira. Escolhi uma hora largar tudo o que me era para o que poderia ser, um daqueles tantos sonhos distantes que desejamos quando crianças. A incerteza da mudança, a empolgação em ser algo incerto, algo sem rumo. Apenas, ser... E quem sabe no meio de tudo isso ter tempo para um café, uma espiada no homem que passa ou um pensamento completamente inútil que surge do nada. Engraçado como as coisas inúteis nos surgem do nada, nem de um pensamento pré-fabricado, nem de um gesto que levaria a ser alguma coisa. Assim como a criação do Universo, que se criou do nada, apenas explodiu, eu apenas explodo.
O que ia e vinha era isso, faltava acordar apenas, o baque da mudança se foi de vez, fora de mim, e me trouxe a calma de saber viver-se no presente que antes eu queria que fosse futuro. A mudança se transformou em rotina. Sigo agora umas quantas quadras mais pela rua. E depois de dezenas de novas ruas e esquinas e casas e praças e bares construo a cidade que escolhi sem porque. Mas sigo sempre, a caminho da próxima parada.
31 de maio de 2009
Sobre liberdade
Amor pra mim não é sexo, não é flerte. Amar dói, isso já estamos cansados de saber. Amar é fazer conessões. Não no sentido carnal apenas, mas faz parte. Morro de ciúmes de você, nem imagina o quanto, mas o que eu sinto é por saber o quão maravilhoso você consegue ser por nós dois. E saber dessa felicidade tocada em outra pessoa é dor de amor. Suportável, tangível, múltipla. Sentimento de liberdade. Ter plena consciência de estarmos juntos por eu ser eu e você ser você. Não poderia pedir mais nada, a não ser apenas, te amar cada vez mais.
27 de abril de 2009
Dança
Viver sem paciência
Sentir sem pensar
(multifacetados que somos)
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Dominar a linguagem do corpo e compreender sua própria natureza. Sentir-se íntimo as melodias de instantes. Uma dança mal-feita, amadora, rítimica... Nós dois, cada vez mais harmoniosos, um movimento e dois corpos. Mas há a dança da solidão quando não se está, ser sozinho somente para você é querer para si todas as dores.
Substanticvo singular.
E então se morre triste,
Prefiro um único movimento,
o último,
sem pensar.
05/03/2009
Tempo que falta
Sinceramente não sei se o amor pode surgiu de um olhar perdido, de uma ação despropositada ou de um pensamento seguido. Não sei dizer se ele surge somente com o tempo, com o cuidado da rotina e, com ele, a certeza da verdade. Saber-se apenas de uma pessoa. As agonias de não estarem juntos, vontade da sua voz. Seria o amor um tipo de individualismo, que procura eliminar todas as dores? Mate em mim as vontades, que eu não tenha tempo de tê-las, pois me satisfarei instantaneamente a um curto intervalo de instantes. Ter a coragem de arriscar tudo por um gesto, um sorriso torto, uma palavra engasgada. Meu mal-jeito com o amor me tornou uma pessoa capaz de suportar a própria solidão. Desabo com um abraço, e por ele horas com olhares na janela. Acabar-se no mínimo dele, mesmo que nunca mais, se é tempo que me falta... destruidor, incansável amor.