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1 de julho de 2010

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Invisível,
demasiado forte.
Era eu minimamente
!
Humana
...
(e assim termina minha história)

29 de junho de 2010

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Meu silêncio nunca precede nada, são apenas hiatos de coisas que não consigo ser.
E quando falo, são hiatos das coisas que não sei existir.

Não é culpa do verbo


E amar tanto...
Depois de um tempo me dei conta que o que amo não é o verbo definido.
É a vida indefinida.
E dói,
e não é mais.
É Nada

Extranjero

Hasta ahora de mucho no me sirvió mi nueva lengua
mi nueva casa
rutina.
Y claro,
el yo sigue el mismo.

13 de março de 2010

Poesia complicada

Se algum dia eu mudar
seria pelas coisas complicadas.
Sobre as simples,
ainda me são inexistente.

Hoje me sinto como uma verdadeira mulher.
Hoje, me sinto histérica pela vida.
E por ela, complico tudo.

11 de março de 2010

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Mais mil noites e não importa,
seguirei de maneira torpe.
Duvidando.
Amarga forma de vida.
Durmo enquanto o resto amanhece,
acordo e já estão quase todos cansados.
Quem sabe o tipo de amor que se espera quando o dia está chuvoso.

8 de março de 2010

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E sigo aqui, louca e dolorosa. Este é o meu ‘sentir normal’, minha expectativa do que serei todas as noites correntes e presentes. Destino preciso e tácito. Ofegante. Algumas horas a mais não me mudariam. Talvez apenas se misturasse o álcool e as oportunidades. São os motores da modernidade. Ironia minha viver em um tempo onde a crença no amor não é objetivo, mas passado. E o passado sempre já nos foi. Nossa crença enfraqueceu, e com a fraqueza, diminuo, me intoxico pelo que esperam que eu seja. Vivo em um lugar onde um sorriso te custa o tédio de um dia inteiro, e o toque, a indiferença por amanhã.

3 de março de 2010

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Fosse apenas questão de parar e ver passar as coisas...


Eu poderia talvez enlouquecer com o silêncio que faria. De fora pra dentro.
No escuro me calo, me redimo, me faço.


Queria poder botar todas minhas noites em uma garrafa de álcool.

17 de fevereiro de 2010

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A carne continua fraca.
Impaciente.

Poucas vezes me pergunto se é prudente ficar pra depois do jantar
Depois deito de lado, e adormeço.

Lá fora o asfalto começa a brotar vida
Acordo. Olho para os lados.

Com eles, nunca fico para o café-da-manhã

16 de fevereiro de 2010

Proxima parada

A próxima parada é no meio da rua. Entre ônibus, mendigos e a fumaça eu seguia buscando algo para preencher minha casa, ainda vazia. A primeira. Escolhi uma hora largar tudo o que me era para o que poderia ser, um daqueles tantos sonhos distantes que desejamos quando crianças. A incerteza da mudança, a empolgação em ser algo incerto, algo sem rumo. Apenas, ser... E quem sabe no meio de tudo isso ter tempo para um café, uma espiada no homem que passa ou um pensamento completamente inútil que surge do nada. Engraçado como as coisas inúteis nos surgem do nada, nem de um pensamento pré-fabricado, nem de um gesto que levaria a ser alguma coisa. Assim como a criação do Universo, que se criou do nada, apenas explodiu, eu apenas explodo.

O que ia e vinha era isso, faltava acordar apenas, o baque da mudança se foi de vez, fora de mim, e me trouxe a calma de saber viver-se no presente que antes eu queria que fosse futuro. A mudança se transformou em rotina. Sigo agora umas quantas quadras mais pela rua. E depois de dezenas de novas ruas e esquinas e casas e praças e bares construo a cidade que escolhi sem porque. Mas sigo sempre, a caminho da próxima parada.