14 de julho de 2012
19 de junho de 2012
El vaso y el cielo
Seguir caminando, empujar y pujar las cosas que nos son,
y insistir. Usarse de una fuerza de la que jamás hubieras imaginado. La fuerza que en realidad siempre estuvo ahí, tibia y dura, en un rinconcito perdido que vez o otra se hace sentir dentro el pecho
(vivo) - punto final
Me alimento de una ternura tercera,
Una visión segunda
Y un amor primero.
Y se viene así un nuevo amor. Surgió de mezclas y viajes, de idas y vueltas, de antiguos (des)afectos y viejas ilusiones.
Mi nuevo amor es sonrisa pura
Es energismo puro
es fuego
es el definir
es un arte, hecho de a dos.
Mi nuevo amor es barrera física.
Es un vaso visto mitad lleno
Es un viaje hasta el cielo y volviendo y hasta el cielo otra vez
[sereno y nuevo]
Nuevo amor que me hace cantar
que saca mi mirada más perdida y la hace encontrar camino
transformando timidez de sonrisas mías en un hogar infinito
[Esta para perderME
- y perderSE ]
Y caer, levantar
caer, levantar
reír, llorar
reír, llorar
(…)
Mi nuevo amor es manos dadas bajo el frío y calor (coexistir)
Es argentino y brasilero
es mapuche, tupi-guaraní
Es Latinoamericano
Mi nuevo amor es una adición de sintaxis y conjunciones.
Está compuesto de frases,
gestos,
(des)encuentros,
(des)amores
Pero, principalmente, compuesto de música
una música de notas cálidas y inaudibles
21 de abril de 2012
Aquele tempo
Havia um
tempo. Aquele tempo sem muito.
Aquele tempo de gente passado, aquele tempo em que não se pensava.
Aquele tempo no qual se perguntava, tempo de ser mais e pensar menos. Tempo no qual não se receia e se faz. Meu tempo de tentar mudar alguma coisa que até hoje não mudou nada.
O meu tempo é Lispector, é quando, mas sem onde.
Com despedidas.
Atos breves e gestos propositais.
No meu tempo eu quero fugir, quem dera para dentro...se pelo menos lá eu tivesse a certeza de que encontraria algo.
Quiçá se talvez encontrasse poderia ser interessante, minimamente curioso: como seria se me olhasse nesse espelho? Nada de conclusões, filosofias ou anedotas: meu olhar para dentro apenas.
Foi.
E adeus.
Aquele tempo de gente passado, aquele tempo em que não se pensava.
Aquele tempo no qual se perguntava, tempo de ser mais e pensar menos. Tempo no qual não se receia e se faz. Meu tempo de tentar mudar alguma coisa que até hoje não mudou nada.
O meu tempo é Lispector, é quando, mas sem onde.
Com despedidas.
Atos breves e gestos propositais.
No meu tempo eu quero fugir, quem dera para dentro...se pelo menos lá eu tivesse a certeza de que encontraria algo.
Quiçá se talvez encontrasse poderia ser interessante, minimamente curioso: como seria se me olhasse nesse espelho? Nada de conclusões, filosofias ou anedotas: meu olhar para dentro apenas.
Foi.
E adeus.
4 de outubro de 2011
E ainda amanhã
Quis partir contigo, mas você não.
Dormiu e deu de costas.
É fácil fazer alguém sonhar
Nem tanto sustentar essa idéia inexistente.
A Vida que foi criada e Existe e foi feita para Mostrar!
Mas o que você me mostra eu já vi. Centenas de vezes...é o físico,
passageiro, raio, choque, batida...que não chego nem a sentir sua importância.
É o prazer: esse ego que não conhece o amor nem a fluidez das coisas nem o dia de amanhã,
quando ainda pensarei em você.
Quero prova contrária!
Em carne e alma viva
Em amar e dar-se.
E só
ponto final)
13 de junho de 2011
Infinito
A partir de hoje, desde a hora na qual acordei, já era outra. Sou uma especialista em viver. Do refluxo do momento presente que agora já virou passado. Amanhã vou acordar e sentir exatamente as mesmas coisas e as mesmas coisas completamente diferentes.
Sozinha me sinto a pessoa mais poderosa do mundo, cheia de possibilidades.
Eu com alguém sou reticências. A dúvida e o receio.
A preocupação que vem em dobro quando não estamos mais sós. É como multiplicar por dois as infinitas possibilidades de ser. O dobro do infinito. Penso nessa conta impossível e toda minha matemática possível se esvai. Meu resultado é igual ao vazio. Mas não um vazio ruim, apenas o de não ser completamente.
Sou um universo inteiro .
Com minhas bilhões de estrelas e gravidade própria. Sentido próprio.
Sou meteoro, supernova, Big Bang...
Desconheço o momento exato no qual explodo, nas minhas bilhões de partes.
Sei que estou em constante expansão ao desconhecido e escuro.
Minha física é inútil, pois se não estou sozinha, sou o infinito vezes dois...vezes reticências.
9 de maio de 2011
Afirmações
Sim, eu.
E já começo me afirmando, afirmando tudo. Ponto positivo e agudo. Fui lá fora fumar um cigarro e pensar na vida, nas várias vidas que já tive, tentando achar uma pista da próxima. Uma que será diferente dos meus pensamentos e anseios passados. Sou auto-textual, autocrítica, e auto-suficiente. Não preciso de alguém mais para saber o que não sou. Estou ali, aqui e lá, e ao mesmo tempo pensando dentro. Entedio-me rápido, entedio da vida, dos outros, e das tentativas de conhecê-los.
O cigarro termina, o pensamento continua.
(Flui)
As paixões se vão tão rápido quanto um cigarro que queima nas mãos. As cinzas, ainda bem que o vento leva. E você fica com o resto e a lembrança de algo que não arde mais. Rendo-me. Tenho medo de seguir, provável que tudo saia errado. Onde está o exato ponto do valer a pena e seguir mesmo assim? O vento e a vida agora me acalmam, volto pra dentro, me aceito.
1 de maio de 2011
Cotidiano
Tenho uma incrível dificuldade de pôr para fora os pensamentos que são novos e nascem. Me calo e por isso acreditam que sou alguém desatenta. Busco apenas sentir da melhor maneira possível, e tentar assim, passar o máximo de sinceridade das coisas que me são. Sou ingênua demais quanto a momentos compartilhados. Há esperança demais, e com ela, decepções demais.
Quis me acostumar com a solidão e agora não sei como fazer dela algo que não é meu, é já minha companheira e quase melhor amiga. É ela quem procuro quando me sinto acuada, frágil em tentar ser alguma coisa. Não deveria ser o contrário? Deveria querer um abraço seu, algumas poucas palavras simples e pronto, fomos felizes. Mas o mundo me joga contra coisas ásperas, duras de se sentir, inabaláveis. Não me acostumei a dividir momentos, e com isso acabei falhando no que queríamos ser juntos.
Inquieta, respiração, deito a cabeça nos joelhos, sem pensar, pois não preciso disso por enquanto, quero algo mais que sonhar, algo paralelo ao amar, mãos dadas, passeios sem rumo. Apenas sentir o momento me basta. Saber que me doem tantas coisas e que ainda assim, fui escolher compartilhar tudo isso. Desculpe pelos momentos em mim mesma, egoístas e distantes; pelos instantes em que você, cansado, me pergunta coisas sem ter respostas minhas. Queria que soubesse que se assim o faço é por saber que existem momentos em que as palavras nascem, momentos inexatos, de não saber o que se é nem a que veio, mas sei estão lá, guardadas em alguma célula. E elas sairão...quando enfim os silêncios se combinem.
25 de abril de 2011
.......
A verdade é que nunca existe hora certa para se conhecer certezas, pois elas não servem para a vida. A vida é dúvida, é um pode ser. Sinto-me explodir por dentro de tanto querer amar. Doce ruína dos homens. O único porquê. Sou especialista em viver, vivo em refluxo, em correnteza. Do momento presente que já é passado. Amanhã vou acordar e sentirei as mesmas coisas, talvez um pouco mais longe ou um pouco mais perto.
Agora sinto a alegria de não saber quem sou,desconexo. Apenas sei o que faço, e ainda assim faço errado. Nasci torta. Sou meu próprio ponto de interrogação, curva e duvidosa. Sou pergunta sem resposta. Não existe ser e não ser, apenas ser. O não ser me era antes de nascer, a morte continua sendo, é um outro lado, é outro objeto, adjetivo e substantivo.
12 de abril de 2011
Escrever
Eu sempre escrevi.
Desde antes de aprender a nascer e de desenhar palavras. Desde o começo eram as tentativas de passar sentimentos para outro espaço, algo físico, imaginando que um dia, eles cobrariam forma, cor e sabores.
Uma outra dimensão, um outro sentido, uma outra vida quiçá.
Escrever é como passar para um outro lado, sentir com outras partes e que essas partes te cutuquem, te provoquem, incomodem. Escrever não significa ser escritor. Escritor é quem faz das letras sua fonte, sua rotina. Minha escrita é abrupta, entra no meio de quem sou. Me atrapalha, me degrada e agrada.
Minha escrita está longe de mostrar o que sou, e quem eu sou completamente..para isso, o único que posso fazer é....imaginar.
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