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15 de julho de 2012

Pensamentos

Burrice pensar que não possuímos da vida um pouco de tudo; se não fosse verdade, você nunca cogitaria a hipótese.


As coisas que verdadeiramente são sempre estarão, e na verdade sempre estiveram.


Sou o que faço com o que tenho. Sou tempo presente.


Me pergunto o que desejam as pessoas mais interessantes: as que não se levam a sério.


Somos todos considerados loucos porque somos todos desprezíveis.



Um olhar
um gesto
um abraço
                                um amor.

Poucas linhas em todas as vidas que valeriam a pena.

.

Temos ao nosso alcance inúmeras coisas criadas para distrair-nos da desolação. Faz muito tempo que estar sozinho deixou de ter conotação neutra, de ser apenas um estado transitório e natural - tais como a felicidade - e passou a ter gosto de experiência negativa. E em torno disso tudo criamos uma ilusão, a ilusão da ação, quando na maior parte do tempo não contribuímos em nada para nós mesmos. Precisamos da solidão, precisamos aceitá-la como parte inerente do que é, de verdade, ser humano. E digo: quando finalmente conseguirmos abraçá-la, sem nenhum pré-juízo, nos sentiremos cada vez mais livre como criaturas.
E pensar que a maior parte da energia gasta em toda sua vida será desperdiçada em coisas que não lhe serão, em nada, essenciais. Convenções feitas apenas para deixá-los à deriva no mundo, sem lutar contra nada e para nada. Acomodar-se. A verdade é que viver é revoltar-se, mas não contra o mundo, mas em uma tentativa íntima e desgarradora de dar a ele um sentido maior. Pense que você passa a vida toda escutando quais as melhores maneiras para adaptar-se ao sistema e que também,  e que, se seguir tudo direitinho e for “bem-sucedido” aos olhos dos outros, chegará ao final da vida com uma sensação de incompletude imensa, quase como um desperdício de vida; porque a vida só será um desperdício se você gastá-la tentando agradar aos outros e esquecer de si mesmo. Ironia.

14 de julho de 2012

Perfil



Não sou escritora de grandes histórias, contos. 
Não fui feita para tais grandezas literárias.
Desde sempre fui curta.
Feita de frases, não parágrafos,
versos, não soneto.
Instante, não tempo.

19 de junho de 2012

El vaso y el cielo


Seguir caminando, empujar y pujar las cosas que nos son,
y insistir. Usarse de una fuerza de la que jamás hubieras imaginado. La fuerza que en realidad siempre estuvo ahí, tibia y dura, en un rinconcito perdido que vez o otra se hace sentir dentro el pecho



(vivo)     - punto final


Me alimento de una ternura tercera, 
Una visión segunda 
Y un amor primero.


Y se viene así un nuevo amor. Surgió de mezclas y viajes, de idas y vueltas, de antiguos (des)afectos y viejas ilusiones. 


Mi nuevo amor es sonrisa pura
Es energismo puro
es fuego
es el definir
es un arte, hecho de a dos.


Mi nuevo amor es barrera física.
Es un vaso visto mitad lleno
Es un viaje hasta el cielo y volviendo y hasta el cielo otra vez 
                                                                                                                                [sereno y nuevo]


Nuevo amor que me hace cantar
que saca mi mirada más perdida y la hace encontrar camino
transformando timidez de sonrisas mías en un hogar infinito




[Esta para perderME
 - y perderSE ]
                                         Y caer, levantar
                                           caer, levantar
  reír, llorar
reír, llorar
(…)


Mi nuevo amor es manos dadas bajo el frío y calor (coexistir)

Es argentino y brasilero
es mapuche, tupi-guaraní
Es Latinoamericano

Mi nuevo amor es una adición de sintaxis y conjunciones. 
Está compuesto de frases,
gestos,
(des)encuentros,
(des)amores

Pero, principalmente, compuesto de música
una música de notas cálidas y inaudibles

21 de abril de 2012

Aquele tempo



Havia um tempo. Aquele tempo sem muito.
Aquele tempo de gente passado, aquele tempo em que não se pensava.

Aquele tempo no qual se perguntava, tempo de ser mais e pensar menos. Tempo no qual não se receia e se faz. Meu tempo de tentar mudar alguma coisa que até hoje não mudou nada.

O meu tempo é Lispector, é quando, mas sem onde.
Com despedidas.

Atos breves e gestos propositais.
No meu tempo eu quero fugir, quem dera para dentro...se pelo menos lá eu tivesse a certeza de que encontraria algo.

Quiçá se talvez encontrasse poderia ser interessante, minimamente curioso: como seria se me olhasse nesse espelho? Nada de conclusões, filosofias ou anedotas: meu olhar para dentro apenas.

Foi.

E adeus. 








4 de outubro de 2011

E ainda amanhã

Quis partir contigo, mas você não.
Dormiu e deu de costas.
É fácil fazer alguém sonhar
Nem tanto sustentar essa idéia inexistente.

A Vida que foi criada e Existe e foi feita para Mostrar!

Mas o que você me mostra eu já vi. Centenas de vezes...é o físico,
passageiro, raio, choque, batida...que não chego nem a sentir sua importância.
É o prazer: esse ego que não conhece o amor nem a fluidez das coisas nem o dia de amanhã,
quando ainda pensarei em você.

Quero prova contrária!
Em carne e alma viva
Em amar e dar-se.
E só


ponto final)