22 de março de 2008

Partes de textos inacabados e nem começados I

Alguns minutos ao pé da escada...

- Esperando por alguém? – perguntou-me o menino

- Minha desgraça.

- Se é tão ruim assim, por que espera por ele?

- É que as desgraças são boas enquanto acontecem, depois ficam ruins como todas as outras.

Ela imagina que a vontade dele é a de telefoná-la imediatamente, mas que se ele o fizesse, provavelmente se sentiria estúpido e completo desesperado. E quem se importa com esse tipo de pensamento a não ser a própria pessoa? E o único que ela desejava era um traço mínimo de presença, "começos de conversas que nunca tivemos. Mas ele não sente minha falta”

Faltarão aquelas poucas horas da noite que tiveram. Ele não telefonará. E no final os dois acabarão se acostumando com a idéia da ausência. Sentirão apenas aquela noite,

Termina-se nela.

Diálogo com a irmã

Conversando com minha irmã Júlia, de sete anos:
- Júlia, você já parou pra pensar no que é Deus?
- Já.
- E aí?
- Deus é um não-sei-o-que misturado com um pouco de sorte.