25 de novembro de 2010

Do que ninguém

Poesias não me consolam
sou mais fraca que isso,
mais fraca que uma palavra
mais fraca do que intenção
mais fraca do que qualquer coisa imaginável
Minha força são para as lágrimas,
não de saudades
de solidão
Do que ninguém percebe
ou se importa
e quer saber.
Eu sou agora para sempre a outra.

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O último passo ao redor da casa foi dado
há muito tempo
No tempo que eu deixei o vento e o sol.
No tempo que eu troquei tudo por um dia ácido,
parcialmente nublado.
No lugar onde ela estava sentada podia ser que alguma acontecesse, alguma coisa fora do comum e linda demais para ser observado por muito tempo. Esse era o espaço para divagar sobre as perguntas sem respostas, o dia sem o próximo, a água sem o vento, os sentimentos nunca recíprocos.

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Água benta é apenas, água.
Nos anos,
o amor
a amargura.
Nunca se sabe o que fazer no final.

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Na vida você precisa aprender a suportar a tristeza, pois ela é inevitável. 
Ninguém poderá sentir-la ou suportá-la por você.

7 de novembro de 2010

Contra nós

E com a guerra se faz poesia
na luta constante de pensamentos
de mentes equivocadas,
de atos distorcidos.
A juventude arde em todos nós,
e com ela saímos do conforto mental,
repudiamos a comodidade.
A maior guerra poética que existe em todos
é a guerra mais óbvia:
a contra nós mesmos.