4 de outubro de 2011

E ainda amanhã

Quis partir contigo, mas você não.
Dormiu e deu de costas.
É fácil fazer alguém sonhar
Nem tanto sustentar essa idéia inexistente.

A Vida que foi criada e Existe e foi feita para Mostrar!

Mas o que você me mostra eu já vi. Centenas de vezes...é o físico,
passageiro, raio, choque, batida...que não chego nem a sentir sua importância.
É o prazer: esse ego que não conhece o amor nem a fluidez das coisas nem o dia de amanhã,
quando ainda pensarei em você.

Quero prova contrária!
Em carne e alma viva
Em amar e dar-se.
E só


ponto final)

13 de junho de 2011

Infinito

A partir de hoje, desde a hora na qual acordei, já era outra. Sou uma especialista em viver. Do refluxo do momento presente que agora já virou passado. Amanhã vou acordar e sentir exatamente as mesmas coisas e as mesmas coisas completamente diferentes. 

Sozinha me sinto a pessoa mais poderosa do mundo, cheia de possibilidades. 
Eu com alguém sou reticências. A dúvida e o receio. 

A preocupação que vem em dobro quando não estamos mais sós. É como multiplicar por dois as infinitas possibilidades de ser. O dobro do infinito. Penso nessa conta impossível e toda minha matemática possível se esvai. Meu resultado é igual ao vazio. Mas não um vazio ruim, apenas o de não ser completamente. 

Sou um universo inteiro .
Com minhas bilhões de estrelas e gravidade própria. Sentido próprio. 
Sou meteoro, supernova, Big Bang...
Desconheço o momento exato no qual explodo, nas minhas bilhões de partes.
Sei que estou em constante expansão ao desconhecido e escuro. 
Minha física é inútil, pois se não estou sozinha, sou o infinito vezes dois...vezes reticências.

9 de maio de 2011

Afirmações

Sim, eu. 

E já começo me afirmando, afirmando tudo. Ponto positivo e agudo. Fui lá fora fumar um cigarro e pensar na vida, nas várias vidas que já tive, tentando achar uma pista da próxima. Uma que será diferente dos meus pensamentos e anseios passados.  Sou auto-textual, autocrítica, e auto-suficiente. Não preciso de alguém mais para saber o que não sou.  Estou ali, aqui e lá, e ao mesmo tempo pensando dentro. Entedio-me rápido, entedio da vida, dos outros, e das tentativas de conhecê-los. 

O cigarro termina, o pensamento continua. 

(Flui) 

As paixões se vão tão rápido quanto um cigarro que queima nas mãos. As cinzas, ainda bem que o vento leva. E você fica com o resto e a lembrança de algo que não arde mais. Rendo-me. Tenho medo de seguir, provável que tudo saia errado. Onde está o exato ponto do valer a pena e seguir mesmo assim? O vento e a vida agora me acalmam, volto pra dentro, me aceito.

1 de maio de 2011

Cotidiano

Tenho uma incrível dificuldade de pôr para fora os pensamentos que são novos e nascem. Me calo e por isso acreditam que sou alguém desatenta. Busco apenas sentir da melhor maneira possível, e tentar assim, passar o máximo de sinceridade das coisas que me são. Sou ingênua demais quanto a momentos compartilhados. Há esperança demais, e com ela, decepções demais. 

Quis me acostumar com a solidão e agora não sei como fazer dela algo que não é meu, é já minha companheira e quase melhor amiga.  É ela quem procuro quando me sinto acuada, frágil em tentar ser alguma coisa. Não deveria ser o contrário? Deveria querer um abraço seu, algumas poucas palavras simples e pronto, fomos felizes. Mas o mundo me joga contra coisas ásperas, duras de se sentir, inabaláveis. Não me acostumei a dividir momentos, e com isso acabei falhando no que queríamos ser juntos. 

Inquieta, respiração, deito a cabeça nos joelhos, sem pensar, pois não preciso disso por enquanto, quero algo mais que sonhar, algo paralelo ao amar, mãos dadas, passeios sem rumo. Apenas sentir o momento me basta. Saber que me doem tantas coisas e que ainda assim, fui escolher compartilhar tudo isso. Desculpe pelos momentos em mim mesma, egoístas e distantes; pelos instantes em que você, cansado, me pergunta coisas sem ter respostas minhas. Queria que soubesse que se assim o faço é por saber que existem momentos em que as palavras nascem, momentos inexatos, de não saber o que se é nem a que veio, mas sei estão lá, guardadas em alguma célula. E elas sairão...quando enfim os silêncios se combinem.

25 de abril de 2011

.......

A verdade é que nunca existe hora certa para se conhecer certezas, pois elas não servem para a vida. A vida é dúvida, é um pode ser.  Sinto-me explodir por dentro de tanto querer amar. Doce ruína dos homens. O único porquê.  Sou especialista em viver, vivo em refluxo, em correnteza. Do momento presente que já é passado. Amanhã vou acordar e sentirei as mesmas coisas, talvez um pouco mais longe ou um pouco mais perto. 

Agora sinto a alegria de não saber quem sou,desconexo.  Apenas sei o que faço, e ainda assim faço errado. Nasci torta. Sou meu próprio ponto de interrogação, curva e duvidosa. Sou pergunta sem resposta. Não existe ser e não ser, apenas ser. O não ser me era antes de nascer, a morte continua sendo, é um outro lado, é outro objeto, adjetivo e substantivo. 

12 de abril de 2011

Escrever

Eu sempre escrevi.

Desde antes de aprender a nascer e de desenhar palavras. Desde o começo eram as tentativas de passar sentimentos para outro espaço, algo físico, imaginando que um dia, eles cobrariam forma, cor e sabores. 

Uma outra dimensão, um outro sentido, uma outra vida quiçá.
Escrever é como passar para um outro lado, sentir com outras partes e que essas partes te cutuquem, te provoquem, incomodem. 

Escrever não significa ser escritor. Escritor é quem faz das letras sua fonte, sua rotina. Minha escrita é abrupta, entra no meio de quem sou. Me atrapalha, me degrada e agrada. 

Minha escrita está longe de mostrar o que sou, e quem eu sou completamente..para isso, o único que posso fazer é....imaginar. 

27 de março de 2011

O amor é um dia como foi ontem
O amor como um acaso
O amor é um longo descanso
depois de tanto buscar

Metade

Será que fazia parte do plano eu ser a metade?
A metade que não é importante.
A metade que chora.
A metade que entretém. 

Por que chorar? Choro de solidão.
Não importa quantas vezes eu saia e, nas minhas saídas, tentar encontrar algo de felicidade, aquela que parece não ter sido feita para mim. 

A felicidade tem outra sintaxe, outra metáfase, outra forma que não a minha.
Sempre serei a outra, a substituta de sentimentos.
Eu sempre serei a que deseja de todo coração tornar-me...

14 de fevereiro de 2011

..


Today is the day that nothing happen
Incapable to feel
Incapable to move beyond
Incapable to be all

The life is now without a sunset
Darkness is the truth ahead

(You may not scare)

Just be what you have to be
do, what you have to do.
It’s so silly when we think about us
it’s so silly when I think about you.

13 de fevereiro de 2011

Come, little child
to a world of perceptions
and infinite desire.

You're finally for your own
Your command will be your whole and lonely path,
A world that fells no more than a raw stone.

Sad days.
dark nights.
(A little of that and I will no longer shine)

Hope you're able to manage the things
                                                            but....
in best of cases
You'll die!

Drow in your own dreams
that nobody dream

                                    - I'll be alright.

10 de fevereiro de 2011

Desencontro

Se ao menos eu pudesse dizer as coisas no exato momento em que nascem em mim. Me calo e por isso acreditam que sou desatenta. Busco apenas sentir da melhor maneira possível, e tentar assim, passar o máximo de sinceridade das coisas que me são. Sou ingênua demais quanto a momentos compartilhados. Quis me acostumar com a solidão e acabei conhecendo-a demais. Agora é ela quem eu procuro quando me sinto acuada, frágil demais em tentar ser alguma coisa. Não deveria ser o contrário? Deveria querer um abraço seu, algumas poucas palavras simples. Mas o mundo me joga contra coisas ásperas, duras de se sentir, inabaláveis. Não me acostumei a dividir momentos, e com isso acabei falhando no que queríamos ser juntos. Inquieta, respiração, deito a cabeça nos joelhos, sem pensar, pois não preciso disso por enquanto. Apenas sentir o momento me basta. Saber que me doem tantas coisas e que ainda assim, fui escolher compartilhar tudo isso. Desculpe pelos momentos em mim mesma, pelos instantes em que você, cansado, me pergunta coisas sem ter respostas. Queria que soubesse que se assim o faço é por saber que existem momentos em que as palavras nascem, momentos inexatos, mas estão lá. E elas sairão...quando enfim nos encontrarmos em um silêncio.

3am

São as tentações mais simples as mais fortes e destrutivas. E em um dia qualquer conhecer pessoas interessantes. É entre as primeiras conversas que surge o ciúme. Seus olhos em outra, e eu com todo meu teatro em parecer forte e independente. São nas horas que mais me conheço que vejo como sou frágil. As outras horas de palavras que virão nunca serão mais sinceras do que um sorriso dado há pouco tempo. Sabia que não precisava nada mais além daquele sorriso. Tentar por horas um só corpo, um só cheiro, um só gesto... Aí sim, podem-se misturar dois seres, dois sexos, dois completos desconhecidos.

Byron & Keats

Tentando lembrar as palavras de Byron e John Keats...

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O poeta é a criatura menos humana de todas,
pois ele é tudo e nada ao mesmo tempo.
Está entre ser e não ser.
É a mais insignificante das criaturas de Deus.

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A religião do mundo deveria ser a poesia. Pois ela é a única coisa verdadeira no coração dos homens. Os poetas então, seriam deuses.

Já faz tempo


E se faz o tempo
que não se vê onde
que não se vê motivos
também não o porquê

Porque faz tempo
que não se é você mesmo
E nesse mesmo tempo
não se é ninguém
Porque já faz tempo
sem alguém

19 de janeiro de 2011

Little maybe

Maybe...
We can do something.
With our time.

Or,
maybe we can fly above other silly things
that we'll never know.


Maybe.