13 de junho de 2011

Infinito

A partir de hoje, desde a hora na qual acordei, já era outra. Sou uma especialista em viver. Do refluxo do momento presente que agora já virou passado. Amanhã vou acordar e sentir exatamente as mesmas coisas e as mesmas coisas completamente diferentes. 

Sozinha me sinto a pessoa mais poderosa do mundo, cheia de possibilidades. 
Eu com alguém sou reticências. A dúvida e o receio. 

A preocupação que vem em dobro quando não estamos mais sós. É como multiplicar por dois as infinitas possibilidades de ser. O dobro do infinito. Penso nessa conta impossível e toda minha matemática possível se esvai. Meu resultado é igual ao vazio. Mas não um vazio ruim, apenas o de não ser completamente. 

Sou um universo inteiro .
Com minhas bilhões de estrelas e gravidade própria. Sentido próprio. 
Sou meteoro, supernova, Big Bang...
Desconheço o momento exato no qual explodo, nas minhas bilhões de partes.
Sei que estou em constante expansão ao desconhecido e escuro. 
Minha física é inútil, pois se não estou sozinha, sou o infinito vezes dois...vezes reticências.